sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Tanta pressa...


A vida corre a uma velocidade estonteante e quando tentamos parar para olhar à nossa volta, deparamo-nos muitas vezes com o verdadeiro caos... Será possível que só perante uma paragem obrigatória nos consigamos dar conta da triste realidade que desenhamos para nós?


Muitas vezes me dou conta da tristeza e desilusão que pairam no ar (e que nem o novo ano conseguiu libertar), do semblante carregado das pessoas com as quais me cruzo no quotidiano, na mesquinhez dos gestos e atitudes, na impaciência e desrespeito pelos outros e, muitas vezes e sem dar conta, por nós mesmos, e penso na infinidade de sonhos que tenho e continuarei a ter ao longo dos meus dias e que não condizem com nada do que vejo.


Eu, como parte integrante do que me rodeia, concerteza que também estarei a dar um contributo pouco favorável ao desenrolar dos dias e terei de assumir um compromisso no sentido de quebrar com este ciclo que nos vai lentamente afundando nas águas turvas do mar onde nos deixamos ir.


Porque, à semelhança do que li de Pedro Rolo Duarte, também eu estou farta de ouvir queixas... e também de me queixar, pelo que retenho o provérbio chinês "Se tem remédio, porque te queixas? Se não tem remédio, porque te queixas?"


Talvez assim, escrito (mesmo que mais ninguém o leia), consiga aplicá-lo tornando-o mais real...

sábado, 5 de janeiro de 2008

Em jeito de inauguração

Hoje, depois de um dos raros passeios pela blogoesfera, decidi iniciar-me nestas andanças. Não sei por quanto tempo durará a experiência e nem com que assiduidade conseguirei manter esta página, no entanto a vontade surgiu e... acontecerá o que tiver de ser.
Por agora não mais terei a escrever senão os votos de que este seja um bom começo de ano.
Fiquem com apenas isto...
"... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei,todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."
(autor desconhecido)