
A vida corre a uma velocidade estonteante e quando tentamos parar para olhar à nossa volta, deparamo-nos muitas vezes com o verdadeiro caos... Será possível que só perante uma paragem obrigatória nos consigamos dar conta da triste realidade que desenhamos para nós?
Muitas vezes me dou conta da tristeza e desilusão que pairam no ar (e que nem o novo ano conseguiu libertar), do semblante carregado das pessoas com as quais me cruzo no quotidiano, na mesquinhez dos gestos e atitudes, na impaciência e desrespeito pelos outros e, muitas vezes e sem dar conta, por nós mesmos, e penso na infinidade de sonhos que tenho e continuarei a ter ao longo dos meus dias e que não condizem com nada do que vejo.
Eu, como parte integrante do que me rodeia, concerteza que também estarei a dar um contributo pouco favorável ao desenrolar dos dias e terei de assumir um compromisso no sentido de quebrar com este ciclo que nos vai lentamente afundando nas águas turvas do mar onde nos deixamos ir.
Porque, à semelhança do que li de Pedro Rolo Duarte, também eu estou farta de ouvir queixas... e também de me queixar, pelo que retenho o provérbio chinês "Se tem remédio, porque te queixas? Se não tem remédio, porque te queixas?"
Talvez assim, escrito (mesmo que mais ninguém o leia), consiga aplicá-lo tornando-o mais real...
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